• 15abr

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    Vamos, dorminhoco: não desperdice a vida. Você já terá muito que dormir na sepultura.

    Benjamin Franklin

    Tem gente que acorda triste pois seu maior prazer na vida é o sono – incrível isso. Está certo que descansar é bom, mas atividade é sempre melhor. O sono é uma morte provisória, é o distanciamento do movimento, da realidade, da vida. Às vezes nos faz reencontrar um povo que já partiu, uma infância, um amigo, um amor, uma felicidade que outrora foi presente. Talvez isso justificasse o prazer tão grande em dormir. Mas e agora? Se soubesse que iria morrer amanhã, passaria o dia de hoje dormindo?

    Paulinho Moska, em sua bela e reflexiva canção O Último Dia, diz:

    Meu amor
    O que você faria se só te restasse um dia?
    Se o mundo fosse acabar
    Me diz, o que você faria?

    Ia manter sua agenda
    de almoço, hora, apatia?
    Ou esperar os seus amigos
    Na sua sala vazia?

    Corria prum shopping center
    Ou para uma academia?
    Pra se esquecer que não dá tempo
    Pro tempo que já se perdia?

    Andava pelado na chuva?
    Corria no meio da rua?
    Entrava de roupa no mar?
    Trepava sem camisinha?

    Abria a porta do hospício?
    Trancava a da delegacia?
    Dinamitava o meu carro?
    Parava o tráfego e ria?

    Meu amor, O que você faria?

    Tem gente que passaria de casa em casa dando adeus, perdoando, pedindo desculpas. Alguns rezariam como nunca para garantir o lugar no paraíso, outros (muitos) torceriam para que houvesse jogo do Corinthians naquele dia para assistir ao Ronaldo Fenômeno, outros pulariam de paraquedas, pediriam aquele prato pela última vez, beberiam loucamente, falariam umas verdades para os chefes, dariam (com lágrimas nos olhos) aquele abraço apertado nos filhos, diriam “eu te amo” sem pensar. Por que não fazer isso enquanto se tem muitos dias pela frente?

    Seja a fase difícil ou não, ainda que as portas estejam fechadas, procure por uma Fresta aberta por Fernando Pessoa:

    Em meus momentos escuros
    Em que em mim não há ninguém,
    E tudo é névoas e muros
    Quanto a vida dá ou tem,

    Se, um instante, erguendo a fronte
    De onde em mim sou aterrado,
    Vejo o longínquo horizonte
    Cheio de sol posto ou nado

    Revivo, existo, conheço,
    E, ainda que seja ilusão
    O exterior em que me esqueço,
    Nada mais quero nem peço.
    Entrego-lhe o coração.

    A gente tem que aprender a ouvir os sábios, e muitos deles disseram: viva hoje como se fosse a última vez. Acorde: agradeça pela vida, pelas dádivas, pelos problemas, pelas pessoas. Tudo isso é maravilhoso demais, somos privilegiados. Se tiver dúvida, pense na pessoa que você mais ama neste mundo e se a trocaria por alguma quantia de dinheiro, um castelo, uma Ferrari, o qualquer destas coisas supervalorizadas.

    Sorria, deseje bom dia, seja amável, tenha educação, respeito, peça desculpas, perdoe, se mexa, viva, pule, jogue-se num precipício de felicidade e sinta o milagre que é viver.

    Richard Bach, piloto da piloto da Força Aérea dos Estados Unidos que escreveu o livro Fernão Capelo Gaivota, nos dá o conselho final: Eis um teste para saber se você terminou sua missão na Terra: se você está vivo, não terminou.

    Se é assim, acorda!

3 Responses

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  • Paula Says:

    Cara, li isso logo que acordei, bota uma fé? hahuhauahau
    Adorei, amanha vo pula da cama mais cedo.
    Bjs

  • Valéria Says:

    Rubinho!!

    Você não é fraco, não!!!.. (acho que eu já lhe disse isso… uma vez)
    O seu blog é excelente.. abrindo seu universo a todos…
    Beijos

  • Rubens Mendonça Says:

    Oi Valéria, tudo bem?
    Como anda a vida, tudo na santa paz?
    Que bom ter gostado, obrigado.
    Se tiver alguma história interessante, um “causo”, manda para mim e vamos escrever um post com base nela.
    Beijos

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