• 16mai

    Olá a todo mundo.

    Não tenho certeza se o conteúdo que será postado em breve te servirá para algo, mas ouvi demais algumas pessoas e me motivei a escrever. Pensei em textos sobre cultura, unindo um pouco de sátira.

    Mas na verdade me motivaram a escrever histórias engraçadas. Sou bem humorado e tudo, mas não sei se passando para o papel conseguiria ver alguns dentes aparecendo. Acho que humor tem muito a ver com empatia, dificilmente alguém ri de uma piada contada por um inimigo. Humor também tem a ver com momento, é a expressão certa no “tempo x espaço” ideal. É tom de voz, é olhar, é silêncio. Também tem a ver com sensibilidade, pois é muito desagradável escutar uma piada forçada e fora do contexto, sem dizer daquelas que ofendem alguém que está por perto. Falando nisso, não gosto de piadas mas tenho um tio que me faz gargalhar ao contar as suas piadas de bêbado.

    É fato que a vida fica bem mais leve qdo a gente percebe que sempre há um lado bom em tudo, e um lado engraçado também. Ainda que a longo prazo. O doutor Patch Adams, do qual a história foi transformada no filme estrelado pelo Robbin Williams “O amor é contagioso“, disse algo muito bacana: a vida não deixa de ser séria quando alguém brinca ou sorri. Além do filme, há também o livro homônimo que é uma espécie de guia para visitar pessoas doentes, e mostra como podemos ajudar os enfermos. O livro termina com este poema do Pablo Neruda sobre um moribundo que não quer que a sua amada sofra com a partida que está por vir:

    Se eu morrer, sobrevive a mim com tamanha força,
    Que acordarás as fúrias do pálido e do frio.
    De sul a sul, ergue teus olhos indeléveis.
    De sol a sol sonha através de tua boca cantante.
    Não quero que tua risada ou teus passos hesitem.
    Não quero que minha herança de alegria morra.
    Não me chames. Estou ausente.
    Vive em minha ausência como em uma casa.
    A ausência é uma casa tão rápida,
    Que dentro passarás pelas paredes
    E pendurarás quadros no ar.
    A ausência é uma casa tão transparente,
    Que eu, morto, te verei, vivendo,
    E se sofreres, meu amor, eu morrerei novamente.

    Tocante demais.

    Voltando ao tema cinema, segue uma dica de um ótimo filme com o mesmo Robbin Williams outrora citado: “Bom dia, Vietnã“. É uma história muito linda que se passa durante a Guerra do Vietnã e mostra um cabo do exército que é um locutor de rádio muito bem-humorado e pacífico. Ele utiliza de todos os meios para que os soldados esqueçam por alguns instantes que estão participando de uma guerra. Como sempre, os oficiais lutam para que seja seguido o método tradicional. Vou assistir novamente e depois farei uma descrição decente. Mentira, não farei.

    Enfim, inicio este blog hoje e espero por não terminar como uma música triste do Cazuza: “A luz negra dum destino cruel ilumina um teatro sem cor, onde eu tô representando o papel do palhaço do amor“.

    Muito engraçado …

3 Responses

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  • Paulo Assis Says:

    oi,
    Achei mais triste que engraçado.
    Os outros serão assim tb?
    Abcs

  • Bruna Corrêa Says:

    Curti a união de livro, filme e poesia!
    Beijos

  • Bete Rayel Says:

    Olá Rubens,
    Conhece São Carlos então? Também estudei na UFSCar, fiz Letras. Adoro poesia, inclusive as de Pablo Neruda. Lindíssima essa.
    Que bom ver que meu blog ainda é lido por alguém. Faz tempo que não trabalho nele. Até fiquei mais motivada.
    Os anos 80 são minha paixão, a trilha sonora da minha vida. Tenho quase tudo o que você pode imaginar em música, clipes, etc.
    Aliás, o filme Bom dia Vietnã é um clássico lançado nessa época.

    Ainda não pude olhar mais detalhadamente o seu blog, mas o farei.
    Fique a vontade em fazer o mesmo no meu!

    Abs

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