
Se eu morrer, sobrevive a mim com tamanha força
que acordarás as fúrias do pálido e do frio. Continue lendo

Se eu morrer, sobrevive a mim com tamanha força
que acordarás as fúrias do pálido e do frio. Continue lendo

A Matemática
Há um número escondido em cada ato de vida,
em cada aspecto do universo.
Fractais, matéria…
Há um número gritando, tentando nos dizer algo. Continue lendo

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Continue lendo

Eu não tenho medo.
Não tenho medo de nada.
Quanto mais eu sofro, mais eu amo.
O perigo só fará crescer o meu amor. Continue lendo

Estava assistindo a uma entrevista com a escritora Clarice Lispector e ela dizia que os adultos são tristes e solitários, enquanto as crianças são felizes e expansivas.
Então o repórter perguntou: e qual é o momento em que a criança feliz se torna o adulto triste? Continue lendo

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o tejo não é o rio que corre pela minha aldeia,
O Tejo tem grande navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso, porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.
Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia Continue lendo