• 19jun

    Personificação do  espírito artístico, o mito de Dédalo ilustra a trajetória libertária da arte. Seu filho  Ícaro, símbolo do descomedimento, paga com a vida a realização do sonho de voar.
    Segundo a mitologia grega, em seus primeiros anos a vida do arquiteto Dédalo foi um ato de descobrimento dos materiais, formas, volume e do próprio espaço.
    Sentindo-se superado em talento pelo sobrinho e aprendiz Talo, matou-o e fugiu. Em Creta, na corte do rei Minos, uniu-se à escrava Naucrates e com ela teve um filho, Ícaro.
    Minos lhe  encomendou a criação do labirinto de Cnossos, que deveria conter a fúria do Minotauro.
    Mais tarde, o arquiteto e seu filho são lançados no labirinto. Dédalo, no entanto, com seu engenho inigualável, constrói para si e para o filho dois pares de asas de penas, ligadas com cera, para fugirem.
    Recomenda ao menino que não voe muito perto do Sol nem do mar. Mas Ícaro, deslumbrado com a beleza do firmamento, sobe demasiado e o sol derrete a cera de suas asas, precipitando-o nas águas do mar Egeu. A ilha para onde o seu corpo foi levado pelas ondas ganhou depois o nome de Icária.

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  • 15jun

    Fenix

    Mito de origem egípcia, mas venerado também pelos gregos, essa ave fabulosa vivia vários séculos.

    Como não tinha fêmea, o modo de perpetuar a espécie era queimar-se em um pote de ervas mágicas, e de suas cinzas renascia uma outra fênix.

    Símbolo da imortalidade da alma, e também do ano que renasce terminado o seu ciclo.

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  • 14jun

    Ausencia

    Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
    Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto
    No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
    E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz

    Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
    Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
    Para que eu possa levar uma gota de orvalho desta terra amaldiçoada
    Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado

    Eu deixarei… tu irás e encostarás a tua face em outra face
    Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
    Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
    Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
    Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
    E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado

    Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
    Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
    E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
    Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

    Carlos Drummond de Andrade

  • 07jun


    Nossa memória é nossa coerência, nossa razão, nossa ação, nosso sentimento. Sem ela, não somos nada.

    Luis Buñuel

    Convidada pela Academia de Cinema de Hollywood a ser uma das apresentadoras do Oscar 2003 e recomendada a não se pronunciar sobre a eminente Guerra do Iraque, a excelente atriz e ativista da paz Susan Sarandon iniciou: O que pode resistir ao tempo, ao vento e ao fogo? Continue lendo

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